quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Câmara prorroga isenção de PIS/Cofins do pão até julho de 2011

O pão, o trigo in natura e a farinha de trigo podem voltar a ter preços mais baixos por mais dois anos. A Câmara dos Deputados aprovou ontem uma Medida Provisória que prorroga a isenção de PIS e Cofins desses produtos até 2011.A isenção tributária já está em vigor para os derivados do trigo desde 2008 e, para continuar valendo, depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na proposta original, o governo propôs prorrogar a isenção – que foi encerrada em 30 de junho deste ano – até 31 de dezembro de 2010.Na primeira votação, a Câmara decidiu tornar a isenção permanente. Quando chegou ao Senado, a proposta ganhou um prazo: julho de 2011. A justificativa da casa foi de que as isenções temporárias são mais difíceis de retirar com outras leis do que as permanentes.
Fonte: eBAND-jornalismo

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Trigo argentino no Brasil

O volume de trigo argentino disponível para exportação nesta temporada 2009/10 deverá ficar em torno de 3 milhões de toneladas, levando-se em consideração uma produção total de 8 milhões de toneladas e uma reserva para estoques da ordem de 1,5 milhão. Os cálculos foram realizados por especialistas e fontes do segmento em seminário internacional realizado no fim da semana passada, na capital paulista.
"Se não houver problemas de clima [geadas e chuvas durante a colheita], vamos ter uma safra de 8 milhões a 8,2 milhões de toneladas", afirmou o presidente da Câmara Arbitral da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, Javier Bujan, durante sua palestra. Bujan, cuja estimativa é superior à da própria bolsa - que oficialmente projeta 7,75 milhões de toneladas para 2009/10, ante 9,2 milhões em 2008/09 -, disse, ainda, que a Argentina tem uma sobra da temporada passada de cerca de 1,5 milhão de toneladas.
Os estoques de 2008/09, mais as outras 1,5 milhão de toneladas que não deverão ser consumidas na Argentina no ciclo 2009/10, resultariam nas 3 milhões de toneladas disponíveis para as vendas externas, observou Bujan. "Mas não sei quanto trigo virá ao Brasil ou quanto trigo a Argentina vai exportar", destacou. Bujan lembrou, também, que a Argentina tem sua própria política pecualiar para emitir licenças de exportação.
Uma fonte da trading Toepfer presente ao evento concorda que a Argentina terá um estoque de passagem de 1,5 milhão de toneladas de trigo da safra 2008/09. A trading estima uma produção entre 7,8 milhões e 8 milhões de toneladas em 2009/10. Isso também resultaria em uma oferta exportável de trigo de até 3 milhões de toneladas, considerando-se que o Argentina quer reter para consumo interno aproximadamente 6,5 milhões de toneladas do cereal.
"A pergunta é qual vai ser a cota, a licença que vai ser autorizada para exportação," afirmou a fonte da Toepfer. "Creio que o governo vai liberar licenças devagar". O volume a ser exportado pela Argentina é vital para o Brasil, um dos maiores importadores de trigo do mundo e que tem no país vizinho, tradicionalmente, seu principal fornecedor no exterior. E o montante crescerá em 2009/10, levando-se em conta que cerca de 2 milhões de toneladas do cereal da safra brasileira - de um total de 5 milhões de toneladas -, deverão ser destinadas à produção de ração, por causa da queda de qualidade em decorrência das chuvas.
Assim, o volume a ser exportado pela Argentina definirá quanto o Brasil precisará buscar fora do Mercosul. Para representantes da indústria nacional, o país terá que importar cerca de 3 milhões de toneladas de fora do Mercosul. "Que a gente consiga importar 2 milhões de toneladas da Argentina. Mais 5 milhões de toneladas da produção no Brasil, são 7 milhões. Teremos que comprar 3 milhões em outro lugar", afirmou Luiz Martins, presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).
Fonte: Suinocultura Industrial

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Produtores se preparam para colher trigo no RS

Agricultores do Rio Grande do Sul se preparam para colher uma boa safra de trigo. O excesso de chuva prejudicou a qualidade do grão em outros Estados, como o Paraná, mas não chegou a comprometer as lavouras gaúchas.
A colheita mal começou e o produtor rural Laudinor José Kraemer já faz um bom prognóstico.
— Vamos ter trigo de qualidade boa, até agora tem um desenvolvimento muito bom, uma formação de grão muito boa — afirmou Kraemer.
O otimismo do triticultor de Passo Fundo, interior do Rio Grande do Sul, é quase um alívio. Entre julho e setembro, os Estados do Sul, que concentram a produção nacional de trigo, registraram chuvas bem acima da média, fator suficiente para esperar uma quebra grande da safra.
O excesso de chuvas comprometeu a quantidade e a qualidade do trigo no Estado responsável por metade da produção nacional, o Paraná. Os paranaenses esperam colher 2,6 milhões de toneladas nesta safra, contra 3,2 no ano passado. Á maior parte disso, de qualidade inferior, vai ser destinada à ração animal. Porém, diferente do que se imaginava, este mesmo problema não deve ser registrado no Rio Grande do Sul.
O presidente do sindicato que reúne os moinhos gaúchos explica que o trigo do Estado está melhor preparado para lidar com problemas climáticos.
— A nossa pesquisa de trigo no RS sempre foi focada em trigos resistentes, entre outras coisas, à chuva — disse o presidente do sindicato da Indústria do Trigo no RS, Gerson Pretto.
Apesar de uma boa colheita, os triticultores estão preocupados com a rentabilidade da safra 2009/2010. O problema é o preço baixo.
— Isso vem abaixo das expectativas do produtor, abaixo do que o governo definiu como preço mínimo e prejudica a questão da comercialização e da viabilidade da triticultura — concluiu o pesquisador da Embrapa Trigo, Eduardo Caierão.
Fonte: Canal Rural

Pão com mandioca: projeto é aprovado na Câmara

Adicionar fécula de mandioca à farinha de trigo usada para fabricar o pãozinho consumido em milhões de lares brasileiros. O projeto de lei apresentado pela deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA) foi aprovado na última quarta-feira pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Além de criar uma mistura com rico valor nutritivo, conforme estudos realizados pelos técnicos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a proposta pode contribuir também para a criação de novas frentes de emprego a partir da expansão das atividades agrícolas ligadas ao cultivo da mandioca em todo o país.O PL 5.332/2009 foi relatado na Comissão de Agricultura pelo deputado Beto Faro (PT-PA), que deu parecer favorável á proposição da deputada Elcione. Segundo justificativa da deputada, o Brasil importa atualmente 75% do trigo que consome internamente, o que correspondente a 7 milhões de toneladas, e que a adição de mandioca à farinha de trigo representaria, além de tudo, uma enorme economia de divisas para o Brasil.“Quem ganha com a aprovação do projeto é a população, que, além de ter um pão com maior valor nutricional, ganha também com a redução do preço do pãozinho, a partir da redução da adição de farinha de trigo”, comemorou a deputada Elcione Barbalho.
Fonte: Diário do Pará

Farinha de trigo terá adição de mandioca

Depois de cinco anos engavetado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL 4679/01) que visa a adicionar fécula de mandioca à farinha de trigo chegou a um consenso nessa terça-feira (12-12) em Brasília. A Comissão Especial criada para discutir a proposta fez um pré-acordo com a indústria de trigo - cujo martelo final será batido nesta quarta-feira - que retira do projeto a obrigatoriedade de misturar fécula de mandioca em toda a farinha de trigo produzida e importada no País.Após a aprovação na Comissão Especial, o projeto segue para o Senado Federal, esperando a sanção presidencial para entrar em vigor. Pelo acordo, os moinhos serão obrigados a adicionar apenas 10% de amido de mandioca na farinha de trigo em produtos como pães, macarrão e biscoitos, destinados a instituições governamentais. Com isso, os alimentos feitos com a farinha mista serão usados somente em merendas escolares e creches, hospitais públicos, no Exército e em penitenciárias.Apesar do projeto original não ser aceito pela indústria de trigo, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), João Eduardo Pasquini, diz que o resultado obtido foi um sucesso. "Foi uma vitória para o setor da mandioca, pois várias pessoas terão a oportunidade de consumir fécula de mandioca na farinha de trigo", declara. A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) foi procurada, mas os executivos não foram encontrados.A proposta de misturar 10% de amido de mandioca à farinha de trigo deve gerar cerca de 30 mil novos postos de trabalho na cadeia produtiva do setor, segundo estima o presidente da Abam. "Pela proposta, os moinhos terão isenção PIS e Confins na venda do produto que tiver a adição de fécula de mandioca. A intenção desta medida é baratear o custo de produção da farinha mista.
Fonte: Portal do Agronegócio