quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

ESTIMATIVA DA PRODUÇÃO DE GRÃOS


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Fonte: Conab

Terremoto destrói único grande moinho de trigo do Haiti

Nova York, 14 - O único grande moinho de trigo do Haiti foi severamente danificado pelo terremoto de anteontem, o que prejudicou a fabricação de farinha e complicou os esforços para alimentar a população, de acordo com o "Wall Street Journal". O tremor foi o mais forte no país em mais de 200 anos, derrubou vários prédios e deixou milhares de mortos. O moinho está localizado na cidade de Porto Príncipe, junto a um porto, e é capaz de processar 1.050 toneladas de trigo por dia. O complexo, que inclui silos para grãos e o moinho, foi privatizado pelo governo em 1997, e pertence à norte-americana Seaboard Corp, à belga Continental Grain Co, além de um parceiro no Haiti. O governo do país é dono de 30% do moinho, que estava funcionando no momento em que o terremoto ocorreu (por volta das 17h no horário local). Os proprietários ainda estão em busca dos funcionários.O vice-presidente e gerente-geral das operações da Continental na América Latina, Brian Anderson, afirmou que, embora não se saiba exatamente qual é o tamanho dos danos, os investidores se comprometeram em reconstruir o complexo. As autoridades devem começar a inspecionar o local ainda hoje. "Vamos trabalhar intensamente", disse Anderson. "É muito importante para a segurança alimentar do Haiti."
Fonte: Último Segundo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Anaconda cobra qualidade na produção nacional de trigo

Trigo nacional de qualidade sempre encontrará comprador no mercado interno, diz o presidente do Grupo Anaconda e conselheiro da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Luiz Martins. Em entrevista, ele critica o fato de o Rio Grande do Sul produzir um grande volume de trigo do tipo brando, que tem demanda restrita no País, em vez do tipo panificador, mais procurado e o que responde por quase 100% das importações.
Martins também questiona a política do governo para o setor trigo, em especial a decisão de reajustar o preço mínimo do grão para um valor que "não é o de mercado". Devido a isso, nesta safra a negociação direta com os moinhos não aconteceu, restando a produtores e cooperativas concentrar a comercialização nos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e que asseguram o preço mínimo. Para atrair o comprador, o governo concede uma subvenção que reduz as despesas com frete. Prêmios que variam de R$ 94 a R$ 215 a tonelada já levaram "muitos moinhos a comprar trigo nos leilões", admite Martins.
No entanto, problemas de qualidade provocados pelo excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita do trigo em 2009 limitarão a demanda pelo produto nacional neste ano e a importação continuará sendo necessária, diz o executivo do Anaconda, que tem moinho em São Paulo e em Curitiba, com capacidade de moagem de 2.500 toneladas/dia. Veja abaixo os principais trechos da entrevista.
P - O governo tem incentivado a produção nacional de trigo como forma de reduzir a dependência da importação. No último ano, reajustou o preço mínimo, valor que serve de referência para os programas governamentais, o que levou a um aumento significativo da área plantada. No entanto, o clima foi ruim para o trigo em 2009 e o governo está se vendo obrigado a garantir preço ao produtor mesmo nos casos de trigo cuja qualidade não atende à indústria. O que está errado nesta política?
Luiz Martins - O grande erro foi o governo ter estabelecido um preço que não é o de mercado. Efetivamente estimulou a produção; todo mundo plantou. Não fosse o problema climático, talvez a estratégia estivesse certa, mas é preciso considerar o preço do trigo lá fora. Não tem sentido pagar R$ 500 a tonelada se eu posso comprar por R$ 350/400 a t. Não consigo fazer isso só porque o preço mínimo é de R$ 500. Por outro lado, o governo tem estabelecido mecanismos que pagam essa diferença, como o PEP. Muitos moinhos têm comprado trigo nos leilões de PEP.
P - O PEP reduz os gastos dos moinhos com o frete e está favorecendo também a exportação do trigo. O governo diz que a ideia é retirar do mercado interno o trigo prejudicado pela chuva e que só pode ser aproveitado como ração. Está acontecendo isso mesmo? Trigo de boa qualidade tende a ficar no mercado interno e o prejudicado pela chuva será exportado?
Martins - Nossa avaliação é de que praticamente todo o trigo de pior qualidade, ou 1/3 da produção, já foi para o mercado externo. Agora, infelizmente, se perdeu muito trigo. Outro 1/3 precisará ser misturado com trigo de melhor qualidade, que teremos de importar, e apenas 1/3 é próprio para moagem.
P - Quem serão os fornecedores de trigo pra o Brasil neste ano-safra? O Mercosul conseguirá atender a demanda ou será necessário buscar trigo no Hemisfério Norte?
Martins - Notamos algo interessante no Mercosul. A Argentina, ao adotar a cobrança de um imposto de exportação muito alto ao agricultor, provocou a exportação dos agricultores argentinos. Eles foram para o Paraguai, para o Uruguai e já estão indo para Mato Grosso do Sul. Por conta disso, a produção do bloco tem agora uma nova característica, com argentinos arrendando terras e produzindo nos países vizinhos. O Uruguai triplicou sua produção de trigo e o Paraguai, duplicou. Com certeza, esses dois países vão ajudar o Brasil com produto - o cereal do Uruguai é de muito boa qualidade, embora eles também tenham tido alguns problemas climáticos. Mas precisaremos de mais trigo e os fornecedores naturais são Estados Unidos e Canadá.
P - Nos últimos anos o Brasil tem importado volumes ao redor de 5 milhões de toneladas/ano, o equivalente a 50% das necessidades internas de trigo. Essa tendência continua em 2010 ou os problemas registrados levarão a um incremento na importação?
Martins - A tendência é de que se mantenha. A gente espera que o agricultor não se desestimule a plantar. Nós também estamos numa encruzilhada; gostaríamos de ser autossuficientes em trigo, mas, por enquanto, a importação é necessária.
P - E o mercado de farinha de trigo? Havia uma reclamação da indústria nacional em relação à entrada de farinha argentina no Brasil. A adoção de licenças não automáticas de importação trouxe resultados?
Martins - As licenças não automáticas reduzem, mas não acabam com a exportação de farinha de trigo subsidiada para o Brasil. O que ajudou bastante foi a ação da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR) no combate ao contrabando de farinha. A situação é mais difícil no oeste do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul porque entra muita farinha contrabandeada, o que é desestimulante, até mais do que a entrada da farinha subsidiada pelo Brasil.
P - O subsídio ao qual o senhor se refere é a taxação diferenciada na Argentina para a exportação do trigo em grão, de 20%, e da farinha, de 10%?
Martins - Não só isso. A outra parte do subsídio é aquela que prejudica o produtor argentino, ou seja, se o trigo tem 30% de imposto (na exportação) o moinho argentino sabe que o agricultor não conseguirá vender (no mercado interno) pelo mesmo valor da exportação. O moinho argentino compra trigo 30% mais barato. Compram mais barato do que nós. Isso é um subsídio.
Martins - Nós estamos tentando iniciar um programa com a Secretaria da Agricultura do Paraná idêntico ao que já temos com a Secretaria de Agricultura de São Paulo (produção de variedades especiais), sendo que no Paraná mais específico para o trigo orgânico. É um mercado no qual a gente já começa a acreditar. É lógico que vai demorar um pouquinho, mas já estamos procurando esta linha. Cada vez mais temos a necessidade de ter trigos especiais que permitam fazer exatamente a farinha que o cliente demanda. Ele quer uma farinha que, quando fizer a massa e colocar na máquina para fazer pizza, por exemplo, ela não saia com diâmetro maior ou menor, mas naquele exato tamanho. Se não for atendido, o cliente perde dinheiro. Cada vez mais essas necessidades terão de ser atendidas.
P - E é possível atender a esses clientes com trigo produzido no Brasil?
Martins - O Rio Grande do Sul tem capacidade de fornecer 2 milhões de toneladas por safra mas, infelizmente, continua produzindo uma variedade de trigo que não tem demanda. O Estado produz como se ainda estivesse vendendo a trigo ao governo (até o início da década de 90 a Companhia Nacional de Abastecimento comprava praticamente toda a produção nacional de trigo e a revendia às indústrias). Naquela época, o governo vendia para os moinhos, que não tinham outro trigo para moer e o cliente não tinha outra farinha para comprar. Hoje não. O cliente demanda determinada farinha e eu tenho de procurar o trigo para fazer a farinha que ele quer. Se o Rio Grande do Sul mudar a maneira de plantar, plantando variedades que interessem ao mercado consumidor, a situação muda de figura. O Paraná já faz isso com muita propriedade e capacidade. Neste ano a produção foi prejudicada, mas ainda assim pelo menos 1/3 da produção será aproveitada. (Jane Miklasevicius - AE).
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Preços do trigo voltaram a cair na quinta-feira

Realização de lucros. Os preços do trigo voltaram a cair na quinta-feira em Chicago após atingir o maior valor em um mês e voltaram ao patamar do início da semana. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão a US$ 5,70 por bushel, queda de 9,75 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, as entregas para maio caíram 10,5 centavos de dólar para US$ 5,61 por bushel. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que a alta de quarta-feira aconteceu de forma muito rápida, diante das compras dos fundos. Por conta disso, muitos investidores aproveitaram para realizar parte dos lucros nos negócios de quinta-feira. Diante da volatilidade no mercado internacional, os preços no mercado interno ficaram estáveis a R$ 24,10 por saca no Paraná, segundo o Deral.
Fonte: Agronotícias

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cotações futuras do trigo na bolsa de Chicago fecharam o primeiro pregão do ano com forte valorização

Opção de investimento. As cotações futuras do trigo na bolsa de Chicago fecharam o primeiro pregão do ano com forte valorização. Os contratos com vencimento em maio terminaram o dia a US$ 5,70 por bushel, alta de 15,75 centavos de dólar sobre o último dia de 2009. Em Kansas, os papéis com o mesmo vencimento subiram 14,5 centavos de dólar para US$ 5,6225. De acordo com a Bloomberg, a avaliação do mercado é de que as commodities agrícolas estão sendo consideradas uma opção de investimento diante da expectativa de aumento da demanda por alimentos. Além disso, o dólar teve um dia de perdas em relação a uma cesta de moedas, com a perspectiva de recuperação da economia mundial e o maior apetite por risco dos investidores. No mercado interno, a saca de trigo fechou a R$ 23,80, queda de 0,67%, segundo dados do Deral.
Fonte: Agrolink