quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Brasil comprará 3mi t de trigo fora do Mercosul em 2010

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil terá que importar cerca de 3 milhões de toneladas de trigo de países de fora do Mercosul no ano que vem, devido a safras menores no país e na Argentina, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Luiz Martins.
O volume, se confirmado, representaria um aumento expressivo na comparação com as compras fora do bloco comercial já realizadas este ano, segundo Martins, que não deu números específicos para os negócios de 2009.
De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o Brasil importou de janeiro a setembro deste ano menos de 400 mil toneladas de Estados Unidos e Canadá, os dois países que costumam fornecer o produto para o Brasil quando há uma oferta menor na Argentina, responsável pela maior parte das vendas aos moinhos brasileiros.
"Que a gente consiga importar 2 milhões de toneladas da Argentina. Mais 5 milhões de toneladas da produção no Brasil, são 7 milhões. Vai ter que comprar 3 milhões em outro lugar", afirmou Martins em entrevista à Reuters, antes da abertura do 16o. Congresso Internacional do Trigo.
O Brasil tem contado ainda ultimamente com o produto do Uruguai e do Paraguai, mas este último, também integrante do Mercosul, foi afetado por chuvas, assim como a safra do Paraná, principal Estado produtor brasileiro.
Martins disse que ainda não é possível falar sobre o volume perdido com as chuvas no Paraná, mas disse que a qualidade está ruim.
"O que temos visto de 'falling number' é uma coisa assustadora", declarou ele, referindo-se a uma das características do trigo considerada para a produção de farinha.
O mercado estima que boa parte da produção do Paraná, estimada pelo Estado em 2,6 milhões de toneladas, contra 3,2 milhões do ano passado, deve ser de qualidade inferior e destinada à produção de ração.
Fonte: UOL Economia

Trigo: leilão de PEP negocia prêmio para 136,5 mil toneladas

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para trigo realizado hoje negociou subvenção para um total de 136.510 toneladas. No leilão de trigo para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, foram arrematadas 56.510 toneladas das 102 mil toneladas oferecidas. Já no leilão cujo destino do produto deve ser as regiões Norte e Nordeste ou o mercado externo, a demanda foi para 100% das 80 mil toneladas ofertadas. O prêmio era de R$ 170 por tonelada no primeiro leilão e de R$ 190 por tonelada no segundo. Houve deságio.Os dois pregões negociaram trigo do Paraná. Foi oferecida subvenção para o Distrito Federal (2 mil toneladas), Goiás (5 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (4 mil toneladas), Minas Gerais (5 mil toneladas), São Paulo (6 mil toneladas) e Paraná (80 mil toneladas).Houve demanda para 2.150 mil toneladas no DF, 1.600 toneladas em Minas Gerais e 52.760 toneladas no Paraná. Não houve interesse em Goiás nem no Mato Grosso do Sul.A demanda no Paraná resultou em deságio do valor do prêmio, que fechou a R$ 94 por tonelada. No leilão para o Norte e o Nordeste e para exportação, o prêmio fechou a R$ 179 por tonelada, ante os R$ 190 por tonelada iniciais.
Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

T R I G O


Durante outubro as chuvas foram menos constantes no Paraná, o que
possibilitou o avanço da colheita de trigo que chegou a 78% da área até o 26º
dia, percentual semelhante ao verificado no mesmo período de 2008 (79%).
No Norte e no Oeste do Estado a colheita já foi finalizada, com exceção
da região do Núcleo Regional de Ivaiporã, onde restam 15%; o Centro-Oeste
(região de Campo Mourão) colheu 98%, o Sudoeste 40% e o Sul, onde a
colheita vai até início de dezembro, está em 31%.
As constantes e intensas precipitações verificadas nas regiões
produtoras, durante os últimos meses, causaram expressiva redução na
produtividade dos trigais e na qualidade física dos grãos produzidos.
Por causa do excesso de umidade, ocorreu redução no potencial
produtivo das lavouras e na qualidade dos grãos. Em condições normais, a
produção seria de aproximadamente 3,52 milhões toneladas e atualmente são
estimadas 2,63 milhões, o que corresponde a uma redução de 25%.
O Norte do Estado foi mais castigado, com redução de 41% na
produção. Tanto no Oeste, como no Sudoeste, estima-se diminuição de 20% e
no Centro-Oeste espera-se menos 17%.
Parcela expressiva da produção colhida apresenta baixo peso
hectolítrico, sendo que parte do trigo não tem qualidade suficiente para
consumo industrial e será destinado para ração. Além do prejuízo com a
redução no volume colhido, os produtores tiveram que gastar mais com
controle de doenças enquanto que a redução da qualidade deprecia o trigo no
momento da comercialização.
Fonte: SEAB

Fiscais barram 800 toneladas de trigo paraguaio

Fiscais federais da unidade de Vigilância Agropecuária da Superintendência Regional de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul interceptaram 800 toneladas de trigo a granel proveniente do Paraguai. A carga foi apreendida no Posto Leão da Fronteira, em Mundo Novo, a 460 quilômetros da Capital. O produto apresentou problema quanto a qualidade e não se enquadrou nas normas do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Após amostragem e análise feita pelos técnicos da IAGRO e da SFA, o trigo foi classificado como fora de tipo por exceder o limite máximo de grãos queimados, ardidos e mofados. Algumas cargas também apresentaram umidade acima dos limites permitidos para o produto.O procedimento adotado pelos fiscais nessa situação, conforme prescreve a legislação, é a devolução do produto para o país de origem com a recomendação técnica de que o produto seja rebeneficiado. Recomendação atendida, o trigo poderá ser reapresentado e novas coletas e análises são feitas. Estando em conformidade com as normas, poderá ser importado legalmente.Eles também apreenderam 50 quilos de pescado paraguaio, que acabou sendo incinerado em Mundo Novo.
Fonte: Campo Grande News

Falta de licença atrasa liberação de farinha argentina no RS

Porto Alegre, 28 - Quase cem contêineres de farinha de trigo da Argentina, que somam 2,5 mil toneladas, aguardam a emissão de licença de importação no Porto Seco ferroviário de Uruguaiana (RS) para ingressar no Brasil. A carga chegou ao porto alfandegado no dia 14 de outubro. O procedimento de transbordo da mercadoria para vagões ferroviários brasileiros - medida necessária porque a bitola dos trens argentinos é diferente - e emissão da licença habitualmente demoraria 48 horas, observou o gerente do Porto Seco ferroviário, que é operado pela América Latina Logística (ALL), Miguel Angelo Evangelista Jorge. "A informação que temos é que falta anuência da licença de importação", disse Jorge.O Brasil decidiu adotar licenças não automáticas para determinados produtos argentinos. Com a demora maior na liberação, a medida começa a prejudicar o fluxo de transporte de outras mercadorias, explicou Jorge, o que tem levado a operadora a segurar o envio de algumas cargas em Paso de los Libres, no lado argentino.
Fonte: Último Segundo