quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Trigo desaba 4,3% com demanda fraca

25-11-2009. Os preços futuros do trigo desabaram ontem na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato mais líquido, para entrega em março de 2010, fechou o dia com desvalorização de 4,32%, cotado a US$ 5,5350 o bushel. Analistas disseram que o preço do trigo americano precisa cair para que se torne competitivo em um mercado fartamente abastecido.A commodity registrou forte valorização nas últimas semanas, impulsionada pelo dólar fraco e por compras especulativas, o que afastou os compradores no mercado físico.
Fonte: Últmo Segundo

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Brasil comprará 3mi t de trigo fora do Mercosul em 2010

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil terá que importar cerca de 3 milhões de toneladas de trigo de países de fora do Mercosul no ano que vem, devido a safras menores no país e na Argentina, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Luiz Martins.

O volume, se confirmado, representaria um aumento expressivo na comparação com as compras fora do bloco comercial já realizadas este ano, segundo Martins, que não deu números específicos para os negócios de 2009.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o Brasil importou de janeiro a setembro deste ano menos de 400 mil toneladas de Estados Unidos e Canadá, os dois países que costumam fornecer o produto para o Brasil quando há uma oferta menor na Argentina, responsável pela maior parte das vendas aos moinhos brasileiros.

"Que a gente consiga importar 2 milhões de toneladas da Argentina. Mais 5 milhões de toneladas da produção no Brasil, são 7 milhões. Vai ter que comprar 3 milhões em outro lugar", afirmou Martins em entrevista à Reuters, antes da abertura do 16o. Congresso Internacional do Trigo.

O Brasil tem contado ainda ultimamente com o produto do Uruguai e do Paraguai, mas este último, também integrante do Mercosul, foi afetado por chuvas, assim como a safra do Paraná, principal Estado produtor brasileiro.

Martins disse que ainda não é possível falar sobre o volume perdido com as chuvas no Paraná, mas disse que a qualidade está ruim.

"O que temos visto de 'falling number' é uma coisa assustadora", declarou ele, referindo-se a uma das características do trigo considerada para a produção de farinha.

O mercado estima que boa parte da produção do Paraná, estimada pelo Estado em 2,6 milhões de toneladas, contra 3,2 milhões do ano passado, deve ser de qualidade inferior e destinada à produção de ração.
Fonte: Abril.com

Trigo mineiro passa a ter regime especial de tributação

O trigo produzido em Minas Gerais conta agora com um Regime Especial de tributação, que reduziu a alíquota do ICMS de 12% para 2% nas vendas principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro.
A informação é do coordenador do Programa de Desenvolvimento da Competitividade da Cadeia Produtiva do Trigo em Minas Gerais (Comtrigo), da Secretaria da Agricultura de Minas, Lindomar Antônio Lopes.
Ele explica que o benefício foi autorizado pela Secretaria da Fazenda com o objetivo de garantir para os produtores mineiros as mesmas condições de que dispõem os produtores do Rio Grande do Sul e do Paraná para comercializar o cereal fora de seus Estados.
De acordo com o Regime Especial, em vigor em Minas desde 30 de outubro, o benefício será concedido individualmente. Cada produtor de trigo interessado em obter a redução da alíquota deve fazer o pedido na Administração Fazendária do município. Serão atendidos os produtores que não tiverem pendência na Receita Estadual, e a renovação anual do benefício também vai depender da comprovação de que estão em dia com suas obrigações junto à Fazenda.
Lindomar Lopes diz que ao conceder o benefício tributário, o Estado atendeu a uma solicitação da Câmara Técnica de Grãos do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa), criada pela Secretaria da Agricultura. Ele enfatiza que a Secretaria da Fazenda deu a autorização para o Regime Especial de tributação do trigo de acordo com a política do governo mineiro de proteger a economia do Estado, neste caso ajustando a alíquota do ICMS de Minas à daqueles Estados do Sul do Brasil que são os nossos principais concorrentes no segmento do trigo.
Fonte: Canal Rural

Governo apoia venda de 76% da safra brasileira

Quebra de 27% em volume e de ao menos 30% em qualidade. Em 1,3 milhão de hectares, o Paraná tinha potencial para colher 3,5 milhões de toneladas de trigo em 2009. Mas o excesso de chuva derrubou a produção a 2,6 milhões e teria comprometido a qualidade de um terço desse volume, segundo fontes de setor. Na reta final da colheita, mais de 2 milhões de toneladas de trigo já saíram dos campos paranaenses, mas nem 300 mil foram vendidos, conforme a Seab, a secretaria de Agricultura do estado.
Para dar liquidez ao mercado, o governo interveio. Anunciou que irá subvencionar o escoamento 3,8 milhões de toneladas de trigo (76%da safra brasileira) – 1,9 milhões no Paraná (74% do total estadual). A subvenção será oferecida através de 12 leilões semanais de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). O primeiro ocorreu no último dia 29 e o próximo está marcado para esta quinta-feira.
Até agora, em três operações, o governo ofertou prêmio para o escoamento de 812 mil toneladas e negociou 73% desse total (591,1 mil t). Maior produtor, Paraná ficou com 59% do volume ofertado (480 mil t) e 63% do total negociado (370,7 mil t). O estado é responsável por mais da metade da safra nacional, volume suficiente para atender cerca de 25% do consumo brasileiro. Segundo no ranking de produção, com 34% da safra e 16% da oferta, o Rio Grande do Sul teve 28% do volume colocado em leilão e 30% dos negócios. (LG)
Fonte: Jornal de Londrina

Trigo de qualidade invertida no PR e RS

Santa Rosa (RS) - O Rio Grande do Sul colhe uma das melhores safras de trigo da história. Não tanto quanto no Paraná, produção e produtividade também caem no estado, mas com um diferencial competitivo de qualidade. De maneira surpreendente, as posições se invertem e os gaúchos colhem um cereal com melhor classificação que o produto paranaense. Normalmente, o referencial de trigo classes pão e melhorador sempre foi do Paraná, enquanto do Rio Grande do Sul vinha o trigo brando, discriminado na panificação e destinado à indústria de massas. No ciclo atual, porém, o melhor trigo sai das lavouras do Extremo Sul.
Um dos referenciais de qualidade está no pH (peso por hectolitro) do grão. No ano passado, a produção do Paraná atingiu média de pH 80. Agora, por conta das chuvas que reduziram o volume e a qualidade da produção, o pH deve ficar abaixo de 78, índice mínimo para enquadramento no tipo 1. Já no Rio Grande do Sul, boa parte do trigo chega aos armazéns com índice acima de 78. A constatação é de uma das equipes da Expedição Safra RPC, que foi conferir as tendências para o ciclo de verão e en­­controu uma realidade distinta do Paraná nas lavouras de trigo.
O produtor Jorge Stefanelo, que plantou 130 hectares em Cruz Alta, Noroeste gaúcho, conta que a geada forte em julho e os 400 milímetros de chuva em apenas uma semana de agosto, no período de floração, derrubam o potencial produtivo da sua lavoura para 2,1 mil quilos/hectare. Por outro lado, destaca, nunca colheu com tanta qualidade. Ao final da colheita, na semana passada, ele calculava um pH acima de 80. Na área de abrangência da Cotrirosa, cooperativa com sede em Santa Rosa e atuação em 12 municípios, não foi diferente. Os associados colhem uma média próxima de 1,8 mil quilos/ha, mas com pH acima de 78.
Jairton Dezordi, responsável pelo departamento técnico da cooperativa, diz que a explicação para a qualidade do produto está na colheita. Ele conta que 80% do trigo dos cooperados foram colhidos em uma janela de duas semanas sem chuva, na segunda quinzena de outubro. “Sempre chove muito em outubro. Desta vez foi em setembro. No período em que o material está em ponto de colheita, choveu 100 mm e não 300 mm, como em outros anos. Isso foi determinante.” A área de trigo da Cotrirosa é de 57,4 mil hectares, 2% menor que na safra anterior. O Rio Grande do Sul plantou 882 mil hectares, 10% a menos que na última temporada. A produção deve ser 14% menor, para 1,76 milhão de toneladas, segundo a Conab.
No Paraná, segundo Otmar Hübner, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura (Seab), o desenvolvimento das lavouras foi comprometido justamente por conta do excesso de chuvas na época da colheita, entre setembro e outubro.
Fonte: Jornal de Londrina