As ameaças impostas por um fungo mortal à segunda maior plantação no mundo, a do trigo, continua a crescer. O fungo exterminador, denominado Ug99, causa a doença da ferrugem da haste que pode destruir campos inteiros de trigo.
Duas novas formas agressivas do fungo foram encontradas [en] na África do Sul pela primeira vez no início deste ano, levantando a preocupação de que possa se espalhar para outras partes do mundo. Mais de um bilhão de pessoas [en] em países em desenvolvimento dependem do trigo para sua alimentação e renda.
Como apontado pela jornalista Sharon Schmickle num projeto de 2008 para o Pulitzer Center, o Ug99 se apresenta como ameaça de grandes proporções [en] porque 80 porcento das variedades de trigo asiático e africano são suscetíveis ao fungo. Desde o momento em que o fungo foi descoberto na Uganda em 1999, já deslocou-se para os campos do Quênia, da Etiópia, do Iêmen e do Irã.
Na 8ª Conferência Internacional do Trigo [en] em junho, vários trabalhos científicos sobre os riscos e possíveis soluções para o Ug99 foram apresentados, e a descoberta de novas formas do fungo na África do Sul, assim como também no Quênia, foi anunciada.
Fonte: Global Voices
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
RÚSSIA PROIBE EXPORTAÇÃO DE CEREAIS
A proibição da exportação de cereais da Rússia entrou hoje em vigor e continuará, pelo menos, até ao fim do ano.
Segundo o decreto do Governo russo, aprovado no dia 05 de Agosto, é proibido exportar do país trigo, cevada, centeio, milho e farinha de trigo e de centeio.
Esta medida foi tomada devido à forte seca que se faz sentir no país. O Ministério da Agricultura da Rússia prevê que a colheita de cereais se situe entre as 60 e 65 milhões de toneladas, contra as 97 no ano passado.
Fonte: Diário de Notícias
Segundo o decreto do Governo russo, aprovado no dia 05 de Agosto, é proibido exportar do país trigo, cevada, centeio, milho e farinha de trigo e de centeio.
Esta medida foi tomada devido à forte seca que se faz sentir no país. O Ministério da Agricultura da Rússia prevê que a colheita de cereais se situe entre as 60 e 65 milhões de toneladas, contra as 97 no ano passado.
Fonte: Diário de Notícias
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Quebra de safra de trigo na Rússia pode beneficiar Paraná
Produtores de trigo do Paraná podem ser beneficiados com a recente suspensão da exportação de grãos da Rússia. No entanto, a produção do cereal para vendas externas é pequena, aproximadamente 150 mil toneladas. O produto subiu 70% no mercado global durante o verão europeu (inverno no Brasil). Ontem, houve alta de 8,3% em Chicago.
"Hoje, o trigo de qualidade no Brasil não passa da quantidade de 150 mil toneladas. Não é o bastante, mas o agricultor que tiver um bom produto, poderá ser favorecido no mercado externo", afirmou Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico - o maior da América Latina.
A suspensão dos russos acontece em virtude de uma severa seca e incêndios florestais, que destruíram, até agora, 20% da safra de trigo. Segundo Aedson Pereira, analista da AgraFNP, esta queda corresponde a um prejuízo de 15 milhões de toneladas na safra de trigo. A Rússia, que está entre os maiores exportadores mundiais de grãos, informou que o recesso irá vigorar de 15 de agosto a 31 dezembro, com possibilidade de prorrogação para o próximo ano, se for necessário.
Alemanha, Cazaquistão, Polônia e Ucrânia também foram afetados pelo fenômeno climático. De acordo com Pih, a medida não é sinônimo de falta de trigo no mundo, já que os estoques de passagem nos globais estão bem abastecidos, com pelo menos 170 milhões de toneladas.
A União Europeia (UE) conta com bastante produto, assim como Alemanha, Polônia - apesar de afetadas pelo calor - e França, além de Austrália e Estados Unidos, que apresentam condições de suprir (melhor que o Brasil) a lacuna deixada pela Rússia, pois estes têm estoques, contou o presidente do Moinho Pacífico.
Pih alerta ainda para que os agricultores brasileiros tenham paciência quanto às vendas, uma vez que, até o fim deste ano, o consumo do cereal no País será em média de 4 milhões de toneladas.
Em 2007, uma forte onda de calor também afetou a mesma região da Rússia. Na época, os estoques de passagem eram menores assim com o consumo. Segundo o especialista da AgraFNP, naquele ano, a UE deixou de adquirir trigo e passou a comprar milho.
"Ambos são à base de amido, por isso eles substituíram. Há três anos, o Brasil, que venderia entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas do grão para os compradores habituais, - Sudeste asiático e países árabes -, vendeu aproximadamente 11 milhões de toneladas adicionais, em função da demanda dos europeus".
Para 2010, a AgraFNP estima que o Brasil exporte 7 milhões de toneladas de milho. Visto o atual cenário internacional, Pereira crê que haverá acréscimo nos números. "Acredito que beire os 8 milhões de toneladas, já que o panorama está favorável. Só não será maior devido aos atuais estoques de passagem", disse.
O especialista falou que, antes dos recentes incêndios, a Rússia já dava sinais de quebra de produção por conta do clima e à alta dos preços internos. "Até antes da onda de calor, há aproximadamente um mês, já falava-se em fechar as exportações. Esse sentimento de queda tumultuou o mercado internacional", disse.
Nesta semana, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, em inglês) anunciou que a oferta mundial de trigo pode diminuir no próximo ano se a severa seca na Rússia persistir. A projeção da safra global do cereal foi reduzida para 651 milhões, ante previsão de 676 milhões, queda equivalente a 4,5%. Até o fim de julho, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, sigla em inglês) previa uma redução para a safra global de trigo de 2010/2011 em 13 milhões de toneladas, para 651 milhões de toneladas.
A seca em algumas regiões da Rússia elevou os preços globais do trigo para o ponto mais alto em 22 meses. Por conta disso, estima-se que milhares de agricultores quase foram à falência.
Produtores de trigo do Paraná podem ser beneficiados com a recente suspensão da exportação de grãos da Rússia. No entanto, a produção do cereal para vendas externas é pequena: aproximadamente 150 mil toneladas. O produto subiu 70% no mercado global durante o verão europeu (inverno no Brasil). Ontem, houve alta de 8,3% em Chicago. "Hoje, o trigo de qualidade no Brasil não passa da quantidade de 150 mil toneladas. Não é o bastante, mas o agricultor que tiver um bom produto poderá ser favorecido no mercado externo", afirmou Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico. A suspensão dos russos acontece em virtude de severa seca e incêndios florestais.
Fonte: DCI
"Hoje, o trigo de qualidade no Brasil não passa da quantidade de 150 mil toneladas. Não é o bastante, mas o agricultor que tiver um bom produto, poderá ser favorecido no mercado externo", afirmou Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico - o maior da América Latina.
A suspensão dos russos acontece em virtude de uma severa seca e incêndios florestais, que destruíram, até agora, 20% da safra de trigo. Segundo Aedson Pereira, analista da AgraFNP, esta queda corresponde a um prejuízo de 15 milhões de toneladas na safra de trigo. A Rússia, que está entre os maiores exportadores mundiais de grãos, informou que o recesso irá vigorar de 15 de agosto a 31 dezembro, com possibilidade de prorrogação para o próximo ano, se for necessário.
Alemanha, Cazaquistão, Polônia e Ucrânia também foram afetados pelo fenômeno climático. De acordo com Pih, a medida não é sinônimo de falta de trigo no mundo, já que os estoques de passagem nos globais estão bem abastecidos, com pelo menos 170 milhões de toneladas.
A União Europeia (UE) conta com bastante produto, assim como Alemanha, Polônia - apesar de afetadas pelo calor - e França, além de Austrália e Estados Unidos, que apresentam condições de suprir (melhor que o Brasil) a lacuna deixada pela Rússia, pois estes têm estoques, contou o presidente do Moinho Pacífico.
Pih alerta ainda para que os agricultores brasileiros tenham paciência quanto às vendas, uma vez que, até o fim deste ano, o consumo do cereal no País será em média de 4 milhões de toneladas.
Em 2007, uma forte onda de calor também afetou a mesma região da Rússia. Na época, os estoques de passagem eram menores assim com o consumo. Segundo o especialista da AgraFNP, naquele ano, a UE deixou de adquirir trigo e passou a comprar milho.
"Ambos são à base de amido, por isso eles substituíram. Há três anos, o Brasil, que venderia entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas do grão para os compradores habituais, - Sudeste asiático e países árabes -, vendeu aproximadamente 11 milhões de toneladas adicionais, em função da demanda dos europeus".
Para 2010, a AgraFNP estima que o Brasil exporte 7 milhões de toneladas de milho. Visto o atual cenário internacional, Pereira crê que haverá acréscimo nos números. "Acredito que beire os 8 milhões de toneladas, já que o panorama está favorável. Só não será maior devido aos atuais estoques de passagem", disse.
O especialista falou que, antes dos recentes incêndios, a Rússia já dava sinais de quebra de produção por conta do clima e à alta dos preços internos. "Até antes da onda de calor, há aproximadamente um mês, já falava-se em fechar as exportações. Esse sentimento de queda tumultuou o mercado internacional", disse.
Nesta semana, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, em inglês) anunciou que a oferta mundial de trigo pode diminuir no próximo ano se a severa seca na Rússia persistir. A projeção da safra global do cereal foi reduzida para 651 milhões, ante previsão de 676 milhões, queda equivalente a 4,5%. Até o fim de julho, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, sigla em inglês) previa uma redução para a safra global de trigo de 2010/2011 em 13 milhões de toneladas, para 651 milhões de toneladas.
A seca em algumas regiões da Rússia elevou os preços globais do trigo para o ponto mais alto em 22 meses. Por conta disso, estima-se que milhares de agricultores quase foram à falência.
Produtores de trigo do Paraná podem ser beneficiados com a recente suspensão da exportação de grãos da Rússia. No entanto, a produção do cereal para vendas externas é pequena: aproximadamente 150 mil toneladas. O produto subiu 70% no mercado global durante o verão europeu (inverno no Brasil). Ontem, houve alta de 8,3% em Chicago. "Hoje, o trigo de qualidade no Brasil não passa da quantidade de 150 mil toneladas. Não é o bastante, mas o agricultor que tiver um bom produto poderá ser favorecido no mercado externo", afirmou Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico. A suspensão dos russos acontece em virtude de severa seca e incêndios florestais.
Fonte: DCI
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Biotecnologia aumentará chance de encontrar pão quentinho
Um produto desenvolvido em parceria pela Granotec e Novozymes promete revolucionar o setor de panificação artesanal, proporcionando maior rendimento e economia de energia. É uma nova tecnologia criada em conjunto pelas duas empresas, chamada Hotmix, capaz de reduzir o tempo de assamento em 25% e aumentar a produtividade na fabricação do pão francês. A Granotec é líder no mercado nacional de ingredientes e aditivos para o setor de trigo e a Novozymes é a maior fabricante mundial de enzimas industriais. Com essa nova tecnologia, que chegará ao mercado através das pré-misturas fabricadas pelos moinhos de trigo, as duas empresas pretendem atingir as cerca de 60 mil panificadoras artesanais do Brasil, que representam em torno de 85% da produção total de pão no país. De acordo com o engenheiro de alimentos da Novozymes, Daniel Stahlke, a divulgação do produto foi iniciada em junho, diretamente com os moinhos. "Ainda estamos em fase de implementação, mas a receptividade foi enorme. Até agora as grandes indústrias é que se beneficiavam mais da biotecnologia. Dessa vez o resultado vai aparecer nas panificadoras artesanais, através de aumento de produtividade, economia de energia e mais pães frescos e quentinhos para o consumidor", afirmou. Segundo o gerente de inovação e tecnologia da Granotec, Divanildo Carvalho Junior, não há alteração no processo de produção, apenas uma redução no tempo de forno. "As características do pão francês, como pestana, crocância, volume, sabor e crosta dourada não se alteram. O padeiro fará o pão do jeito que ele sempre fez, sem mudar o processo nem os equipamentos", explicou.
Fonte:Revista Fator
Fonte:Revista Fator
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Trigo Paraná
A safra de trigo do Paraná, maior produtor brasileiro do cereal, foi estimada em 3,06 milhões de toneladas pelo Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do estado. Esse volume, estável em relação à previsão de junho, representa um crescimento de 15% ante a safra passada, quando o estado colheu uma safra de 2,67 milhões de toneladas. "O trigo está bonito. Apesar das geadas, não tem notícia de comprometimento da produtividade regional; vai ter uma lavoura ou outra que perdeu algo, mas nada que outras áreas não compensem", afirmou o agrônomo Otmar Hubner, do Deral. Segundo ele, a colheita no Paraná começa nos próximos dias, principalmente na região norte do estado.
Fonte: Agrolink
Fonte: Agrolink
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